Sabe aquela mulher que nunca teve a consciência de que era forte o suficiente para a vida? Que nunca percebeu que sofreu violências morais e físicas e dentre elas as obstétricas?
Aquela mulher que descobriu aos 40 que sempre foi uma Deusa, assim como todas as outras mulheres do mundo também são, umas na fase latente ainda, mas todas com muito poder.
Nós gestamos e parimos , isso é nosso. Nossos companheiros nos dão apoio moral, físico, mas somos nós, é no nosso ventre, é das nossas entranhas que a vida sai.
Sou mãe do Artur, hoje com 23 anos e da Malluah com 15.
No meu primeiro parto era completamente sem informação , fui correndo para o hospital no primeiro sintoma de que o T.P. estava por vir, quando o tampão saiu, e depois de 12 horas sozinha, levando toques de hora em hora, ouvindo barbaridades do tipo "Na hora de fazer não foi bom?", procurando um contato físico qualquer, meu parto transformou-se em uma cesárea desnecessária. Claro, tive dores enormes, infecção urinária no pós-parto, o leite não descia, não tive ninguém para me orientar na amamentação enfim... foi uma experiência horrível. Quando engravidei da Malluah e fui na primeira consulta com o G.O. antes de me sentar eu fui clara, só farei o pré-natal se o Sr. me prometer que será uma cesárea, o "Fofo" aceitou logo, claro, uma vez cesárea sempre cesárea ,não é assim que funciona?!
Depois de muito tempo fui entendendo o que aconteceu comigo, com meus partos , com minha vida, e decidi que no que dependesse de mim nenhuma mulher passaria pelo que eu passei.
Comecei a me informar sobre gestação, parto, puerpério . Sobre a preparação física e emocional que a mulher deve ter nesse período e me tornei Doula.
Hoje acompanho mulheres, ou melhor Deusas , por que assim somos nós, nos seus melhores momentos.
Uso a arte como terapia , aproveitando os meus anos de atriz teatral, e com todo o tipo de auxílio não farmacológico torno a experiência dessas Deusas a melhor das suas vidas!
Assim começa o meu blog,
Carinho e gratidão.
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